domingo, 26 de outubro de 2014

Para a Gi

Não vou poder lá estar para a ver e ouvir. Mas sei que vai ser capaz de defender o que observou, pensou e escreveu. Como não?! É educadora de profissão e agora presta-se a apresentar provas de doutoramento, caminho que fez a par e passo, depois de ter trabalhado com crianças e de ter sido professora de futuras educadoras, profissão que ainda mantém e da qual fui colega e companheira durante dez anos. 

Com ela experimentei o sentido verdadeiro do trabalho em equipa, partilhando saberes, dúvidas, entusiasmos e desafios. Lembro-me bem da planificação de aulas, da troca de documentos, da ida e da vinda de livros e textos, da parceria em aulas e de como isso era bom e poderoso. Porque nos completávamos, respeitávamos e apoiávamos com clareza e liberdade de opiniões e perspetivas. Porque demorávamos horas em conversas sobre a infância, resgatando os sonhos e as práticas de uma educação ao serviço de todas as crianças e das equipas pedagógicas. Porque nos perseguia o sonho e a utopia de apoiar a construção de uma profissão que amamos e para a qual, juntas, tentávamos o melhor e o (im)possivel. Lembro-me da simpatia, dos risos, da transparência, da alegria, da dedicação, do otimismo. E da amizade.
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Amanhã sei que estará pronta a discutir tudo o que aprendeu. Com energia, sentido de si e dos outros. Dando como testemunho o trabalho das educadoras e crianças com as quais privou para escrever e pensar a sua tese. Não podendo estar presente, ficarei com os meus meninos e meninas a pensar na enorme sorte que tive em poder ser sua colega e amiga e ter melhorado e aumentado o meu conhecimento e sensibilidade sobre as crianças e a minha profissão, nos anos que com ela convivi.

Boa sorte, Gi. Arrasa!...  

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